O que é ficção

o que é ficção - escrever livro

O que é ficção?Como falamos muito por aqui sobre escrever livros, especialmente livros de ficção, vamos ver o que realmente é “ficção”.

Quando eu era moleque, escutava muito os adultos dizerem: “ah… isso é ficção científica”. Vai daí que acabei ligando as duas palavras. E para mim, durante algum tempo, ficção ficou sendo isso. Eram aqueles filmes e livros sobre viagens espaciais impossíveis, cientistas malucos e o escambau. Mas afinal…

O que é ficção?

Para começar, “catei” uma definição da Wikipédia:

Ficção é o termo usado para designar uma narrativa imaginária, irreal, ou referir obras (de arte) criadas a partir da imaginação. Em contraste, a não-ficção reivindica ser uma narrativa factual sobre a realidade. Obras ficcionais podem ser parcialmente baseadas em fatos reais, mas sempre contêm algum conteúdo imaginário.

A minha natureza é sempre discordar de qualquer coisa. É… eu sou mesmo um pé… Mas a definição acima tá meio difícil de rebater. Tirando o complemento, A primeira frase acho que já mata a charada. É bem isso. Ficção é algo imaginário. Algo que alguém inventou. Uma história que não aconteceu. Em alguns casos fatos que poderiam ter ocorrido, mas não ocorreram. Com pessoas que também poderiam ter existido, mas não existiram. Ou não existem.

Na última parte aí da definição wikipédica (essa foi legal, fala a verdade…), fala-se sobre “obras ficcionais (essa também é legal…) baseadas em fatos reais”.

Isso é meio complicado. Digo, se for mal feito. Se quem escreve a história de ficção baseada em fatos reais meter os pés pelas mãos, pode comprometer-se. Arrumar confusão, diga-se a verdade. Dependendo da história. E dependendo também se alguém vai ler aquilo, é claro. Imagine você o cara que trabalha durantes quarenta anos de motorista de uma família rica. Quando se aposenta resolve escrever uma obra “ficcional” (eu gostei desse negócio…) que na verdade não é ficção coisa alguma, sobre a vida pregressa dos ex-patrões… Difícil vai ser saber depois o que é e o que não ficção.

O que é a sua ficção

Mas vamos ao que interessa. O que é que vai aí na sua imaginação? Qual é a ficcionice que você quer jogar no papel? O que está incomodando a sua mente e você precisa tirar daí pra não endoidecer de vez?

Isso é ficção. O que está na sua mente. Seja lá o que for. Não mais que de repente, pode ser uma grande idéia para escrever um livro. Se quiser aproveitar os artigos que falam mais sobre isso clique aqui > Como escrever e escolha seu artigo preferido.

Qual o objetivo da ficção?

Agora eu peguei pesado. Acho… Suponhamos que você esteja aí, ruminando uma história lá nas profundas medonhas do seu cérebro perturbado (perturbado no bom sentido…). Suponhamos ainda que você consiga trazer à tona a sua história. Escrever, publicar… vender. Qual é o objetivo da história? Nenhum, é claro. Pelo menos nenhum muito altruísta. É ganhar uma grana mesmo, pomba. Diga a verdade… Você acha que Joanne Rowling, a autora de Harry Potter tinha ou tem algum objetivo com sua história? Tá legal, o de entretenimento, eu sei. Tirando isso… tiau. É grana…

Pronto. Já achamos dois objetivos para histórias de ficção. Ganhar dinheiro e entretenimento. Pode até ser que você tenha mais algum aí na manga, do tipo: “expor idéias”, ou “mudar o mundo” (essa última é de lascar). Se tiver… carque aí nos comentários, por favor.

Sei lá… não adianta muito saber o que é ficção. O que adianta mesmo é saber como fazer essa coisa direito. E como fazer com que seu livro seja lido. Melhor dizendo… vendido. No artigo Dicas para escrever e publicar livros tem mais…

 

 

 

About the Author brunogrunig

16 comments
jackson says agosto 13, 2013

Ola eu quero uma dica sua. Tenho 16 anos gosto muito de historias de ficção, então resolvi escrever uma, já faz uns oito meses que comecei e esta quase no fim, mas tenho um problema.
Eu moro no interior e por aqui é muito complicado, sera que eu tenho que ir morar na cidade para tentar publicar?

    brunogrunig says outubro 12, 2013

    Olá Jackson. Tente primeiro publicar online, como por exemplo no Clube de autores, mencionado aqui no blog. Abraço.

Pedro Monteiro says março 11, 2013

Olá Bruno,

Eu estou com uma dúvida, e como sei que você entende do assunto (livros) eu vim lhe perguntar 🙂 É preciso pagar, dar créditos ou qualquer outra coisa para escrever um livro com o nome de um filme/desenho que já existe e com os mesmos personagens se passando no mesmo local, só mudando a estória?

Obg 🙂

    brunogrunig says março 14, 2013

    Olá Pedro. No mínimo, você precisaria autorização do autor. E ele não vai dar, tenha certeza. É melhor você criar sua própria história com seus personagens. Um abraço.

      Pedro Monteiro says março 27, 2013

      Ok.. Obg 🙂

ronperlim says fevereiro 22, 2013

A literatura não é ficção pura, nem realidade pura, nem meio termo. E toda literatura ficcional se apropria de elementos reais para existir que seja com base em uma história real ou não.

O escritor hábil é capaz de transformar uma história real sem trazer constrangimento para quem vivenciou-la, mas apenas fazer o vivente repensar os fatos, lembrar deles…

Cabe a cada um utilizar seus estilo de forma sofisticada.

Até mais!

    brunogrunig says fevereiro 22, 2013

    Valeu, Ronperlim. Falou pouco, mas falou tudo. Abraço.

jota says novembro 10, 2012

Eu gosto de um subgênero da ficção chamado “História Alternativa”. Ele especula como o mundo estaria hoje, se a História tivesse tomado um rumo diferente do qual conhecemos. Por exemplo:

01. Como estaria o Brasil hoje se os militares ainda estivessem no poder?

02. Como estaria o mundo hoje se os alemães tivessem ganhado a Segunda Guerra mundial?

(…)

Infinitas possibilidades!

jota says novembro 9, 2012

Realmente Bruno. Você me fez lembrar de um filme chamado “Os garotos da minha vida”. Ele conta a história de uma garota que sonhava ser escritora e casou com um viciado em drogas. O casamento foi um fracasso. Aí ela escreveu um livro contando a história deles. Mas, antes de publicar, o ex-marido teve que assinar um documento dizendo que não processaria a editora, pois o livro relata coisas erradas que ele fez como roubo, tráfico de drogas e etc.

    brunogrunig says novembro 9, 2012

    É por aí mesmo… Um abraço.

Ildete Medeiros says novembro 9, 2012

Bruno, é comum a gente assistir a filmes ou produções televisivas que associam fatos reais à ficção. Como isso funciona na prática? No caso de um livro, que cuidados o autor precisa ter para contar a história? Mudar o nome das personagens e lugares? Abraços

    brunogrunig says novembro 9, 2012

    Olá Ildete. Como eu disse no artigo, é meio complicado. Mas creio que contanto que não comprometa ou exponha a vida das pessoas envolvidas no fato real, tudo bem. Eu digo que é complicado pelo seguinte: suponhamos que você saiba de uma história interessante, ocorrida com um amigo, parente ou conhecido. E resolva basear seu livro naquela história. Creio que o melhor seria pedir permissão, mesmo não dando nomes aos bois. Porque a pessoa que participou dos fatos pode – sem mais aquela – querer meter o bedelho de alguma maneira. Ou se achar prejudicada, ofendida, sei lá. E mesmo pedindo permissão, é melhor ir esclarecendo que o fato de pedir permissão não dá o direito da pessoa dar palpites ou se achar dona da história. E é melhor logo pedir permissão por escrito. Não sei como é que os outros fazem, mas esta é a minha impressão. Imagine você um amigo seu ler seu livro e descobrir toda a sua vidinha pregressa retratada ali… vixi! Ah, sim… e isso tudo mesmo mudando o nome dos personagens e lugares. Um grande abraço.

      Ildete Medeiros says novembro 10, 2012

      Obrigada pelas dicas!

        brunogrunig says novembro 11, 2012

        Valeu, Ildete. Um abraço.

jota says novembro 8, 2012

Oi Bruno, já acesso o blog a um tempinho e estou muito feliz porque você postou uma nova matéria. Eu penso que ficção deve ter um fundo de verdade. Uma vez Cecília Meirele Publicou um livro de poesias chamado “Romanceiro da Inconfidênca”, baseado na Inconfidência Mineira. Ele pesquisou esse evento histórico por 10 anos antes de lancar o livro.

Abraço!

    brunogrunig says novembro 8, 2012

    Legal, João. É verdade, pode-se escrever um romance baseado em fatos reais, é claro. E Cecília Meireles… nem precisa de apresentação, né? Abraço pra você também.

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