Sobre BG

Sobre Bruno Grunig

Sou apenas um pacato cidadão metido a escrever e a outras coisas.

Minha primeira “vitória” no campo – digamos assim – literário, foi quando tinha uns doze anos. Lá se vão quarenta anos. Quarenta mais doze = cinquenta e dois. Esta é minha idade hoje, outubro de 2010.

Voltando à minha vitória literária. Foi realizado um concurso entre todos os alunos das escolas estaduais de São Paulo (capital).  Cada aluno deveria escrever uma redação sobre a semana da asa. O prêmio seria uma volta de avião por São Paulo – capital, de uns vinte minutos. E seria concedido a dois alunos de cada escola.

Foi a primeira vez na minha vida em que entrei num avião. E fiz este passeio. Se fosse hoje, não seria um premio e sim, um castigo. Se há uma coisa que detesto é avião. Na verdade, não detesto o avião em si. Detesto a idéia de estar dentro dele e aquele montão de ferro com sabe-se-lá-mais-o-quê voando.

Resumindo: ganhei um concurso de redação escolar entre centenas de alunos. Grande coisa.

De lá pra cá as coisas tomaram outros rumos. Mas lembrando o fato, acredito que já tinha a coisa no sangue desde pequeno. Ah, se houvesse internet naquela época…

Muitos caminhos, tropeços e aprendizado depois, aqui estou, no século XXI, diante de uma tela de computador. Irremediavelmente viciado em blog. Um cantinho legal para escrever.

Sobre o blog Como escrever

Sou – por natureza – um falastrão, língua solta. E quando sei alguma coisa não consigo guardar só para mim. Portanto não me conte nenhum segredo.

O blog Como escrever demorou um pouco para nascer (rimou…), por dois motivos. Primeiro, porque eu escrevo outros blogs. Segundo, porque precisava treinar um pouco, certo?

Após haver escrito muitos artigos pela aí, aqui estou. Não tenho a mínima pretensão de ensinar português, ou literatura. Tou fora! Mas posso dar umas dicas aqui e ali.

Livros também escrevi. Não muitos. E nem publicados, também. Estão guardados para serem lançados no momento certo. Saber qual o momento certo é que vai ser o problema.

Por outro lado, já escrevi muitos manuais. principalmente sobre música. Especificamente violão e guitarra. É claro que toco estes instrumentos. O suficiente para passar algo adiante. Como disse, não sei esconder nada.

Aqui neste espaço, espero poder contribuir para que se escreva melhor. Principalmente na internet. Porque qualquer um tem acesso a inúmeras ferramentas para escrever nestas nets da vida. Fóruns, blogs grátis e outros espaços estão pululando por aí afora.

Vai daí que a todos cabe o direito de dar um pitacozinho aqui e ali. Mas sinceramente, estão defecando na internet. Basta dar um giro pra ver. Besteiras e mais besteiras correndo solto, ainda por cima escritas em miguxês e recheadas de palavrões.

Se uma pessoa minimamente letrada não consegue escrever “valeu” ou “porque”, não deveria nem dar-se ao trabalho de escrever. O cara tem o maior trabalho para localizar um texto que lhe diga algo. Aí, vai lá e manda: “vlw” e “pq”. Dá vontade de vomitar.

Em muitos casos a abreviação nefasta tem quase o mesmo número de letras da palavra correta. What’s the point? Qual é a utilidade de uma abreviação de m… igual a esta? Exemplo: “vlw = valeu”. Vamos e venhamos…

Como escrever

Afinal de contas, como é que se deve escrever? Do alto da minha santa ignorância, creio que se deve escrever – no mínimo – corretamente. Um mínimo de êrros ortográficos e gramaticais. E um “pelo menos quase zero” de palavrões.

Só isso já ajudaria bastante. E olhe que se você observar bem, eu nem escrevo tão bem assim. Mal e mal dá pro gasto. Nova ortografia, por exemplo, baixei para o computador e … um abraço. Nem li. No que se refere aos acentos, vou no chutômetro. Se há duas palavras iguais, mando-lhe acento naquela que precisa. Por exemplo: “eu acordo pela manhã…” e “estou de acôrdo com a política do L….”. Laerte de Almeida. Pensou em Lula, não foi?

Escrever bem não é encher o espaço com palavras difíceis. É transmitir seus pensamentos corretamente. De maneira que possam ser compreendidos. E façam com que o leitor queira ler mais. Você chegou até aqui? Se chegou, acaba de comprovar o que digo. Eu prendi tua atenção.

Enfim… aí está. Não sei onde vai dar, mas se ajudar uma só pessoa a escrever melhor, a saber como escrever, me dou por feliz.